Povoado Fortificado
Castro de Eiras
Em Eiras, Mei e Aboim das Choças foi identificado um castro da Idade do Ferro, posteriormente romanizado, na sequência da primeira escavação científica, a descoberta inclui uma pedra formosa considerada “raríssima” em Portugal, elemento associado a estruturas balneares de castros do Noroeste peninsular.
Designado como Castro de Eiras, o sítio era apenas referido na bibliografia, sem confirmação científica, até à realização da primeira campanha arqueológica, no verão de 2025, que teve como finalidade avaliar o seu potencial. Segundo Nuno Soares, os resultados “revelaram um potencial arqueológico bastante grande”, não só pela dimensão da área — cerca de 10 hectares — como pelo estado de conservação e pela extensão dos vestígios.

Castro
Castro é um povoado fortificado da Idade do Cobre ou da Idade do Ferro. São característicos das montanhas do noroeste da Península Ibérica, no sudoeste da Europa e das bacias dos principais rios em regiões da Europa Central. Atualmente são ruínas e sítios arqueológicos de povoados antigos, que eram construídos com estruturas predominantemente circulares em pedra, revelando desde cedo a implementação de uma civilização da pedra, quer nas zonas de granito quer nas de xisto.
Cada concelho do Alto Minho (Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira) dispõe de um espaço físico, designado por Estação do Tempo, que se constitui como um “portal” de acesso a uma rota, a partir do qual se parte para uma viagem no tempo que pode ser feita de duas formas: uma viagem por uma determinada época por todo o Alto Minho, ou uma viagem pelos vários períodos da história e pelas marcas que deixaram neste território.

PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO
Povo Castrejo
Os povos castrejos (já conhecidos pelos Gregos com o nome de “Kallaikoi“, ou seja, Galaicos) foram primeiramente invadidos desde a Lusitânia pelas tropas de Décimo Júnio Bruto Galaico em 134 a.C. chegando ate o Minho e definitivamente derrotados pelos Romanos no ano 19 a.C.. Os Romanos organizavam os territórios que dominavam em províncias, subdivididas em dioceses, conventos, municípios, e outras fórmulas, o que lhes permitia uma melhor administração, arrecadar impostos, exercer a justiça ou manter a segurança interior e exterior. Nos quase cinco séculos de dominação romana, o noroeste peninsular passou por diferentes fórmulas organizativas.